Simulador de empréstimo consignado
Descubra quanto você consegue pegar pela sua margem, quanto fica a parcela e quanto do total vai embora em juros. A margem de empréstimo é de 35% para carteira assinada e para aposentados e pensionistas do INSS, que têm ainda 10% reservados para cartões consignados.
Sua situação
Lei 10.820/2003, art. 6º, § 5º. Servidores e militares têm regras próprias.Margem de 35%
O que cai na conta depois dos descontos obrigatórios. A margem incide sobre esse valor, não sobre o bruto.
O máximo desta categoria é 108 meses. Prazo maior derruba a parcela e multiplica o juro total.
A taxa do contrato, não o CET. Consignado do INSS tem teto definido pelo CNPS; CLT e servidor são negociados com o banco.
Com remuneração líquida de R$ 1.621,00, a margem consignável é de R$ 567,35 por mês. Em 4 anos a 1.80% ao mês, ela sustenta até R$ 18.132,38, com R$ 9.100,42 de juros no total.
Você consegue pegar até
R$ 18.132,38
Em 4 anos, comprometendo toda a margem.
Margem consignável
R$ 567,35
35% da remuneração disponível
Total pago no fim
R$ 27.232,80
48 parcelas
Só de juros
R$ 9.100,42
50% do que você pegou
Composição
Esse é o teto legal de comprometimento, não uma promessa de aprovação. O banco ainda olha idade, margem já usada em outros contratos e cadastro. Se já existe consignado ativo, o que sobra é bem menos.
Como usar a calculadora
O que você quer descobrir
São duas perguntas diferentes. Quanto consigo pegar mostra o teto que a sua margem sustenta, e A parcela de um valor serve para conferir uma proposta que você já tem na mão.
Quem contrata
Define a margem e o prazo máximo, que são diferentes para cada categoria. Servidores públicos e militares têm regras próprias, fixadas por cada ente, e não estão cobertos aqui.
Remuneração líquida mensal
Este é o campo que as pessoas erram. A margem incide sobre a remuneração disponível, o valor que sobra depois dos descontos obrigatórios como INSS, Imposto de Renda e pensão alimentícia, e não sobre o salário bruto. Usar o bruto aqui infla o teto e gera a frustração de ter o crédito negado depois.
Prazo
Quantos meses de desconto na folha. O slider para no máximo da categoria escolhida. Repare no que acontece com os juros quando você arrasta para a direita: é o campo que mais muda o custo total do empréstimo.
Taxa de juros ao mês
A taxa do contrato. A calculadora mostra ao lado a taxa anual equivalente, que é o número que revela o tamanho real do juro: 1,80% ao mês parece pouco, mas equivale a 23,87% ao ano. O consignado do INSS tem teto definido pelo Conselho Nacional de Previdência Social, revisado periodicamente; CLT e servidor são negociados com o banco.
Como o cálculo é feito
A margem define o teto, não o banco
O primeiro passo é achar a margem consignável, que é um percentual da remuneração disponível. Esse valor é o máximo que a parcela pode ter. Tudo o mais é consequência dele.
| Quem contrata | Margem | Prazo máximo | Base legal |
|---|---|---|---|
| Carteira assinada (CLT) | 35% | 96 meses | Lei 10.820/2003 |
| Aposentado ou pensionista do INSS | 35% (mais 5% + 5% para cartões) | 108 meses | Lei 10.820/2003, art. 6º, § 5º; prazo na IN PRES/INSS 138/2022 |
A MP 1.355/2026 e a volta da regra anterior
Entre 19/05/2026 e 31/08/2026, a MP 1.355/2026 unificou o teto do aposentado em 40%, todo ele disponível para empréstimo. A MP não foi convertida em lei e perdeu a eficácia. Desde 01/09/2026 vale de novo a regra da Lei 10.820/2003: 35% para empréstimo, mais 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão consignado de benefício. Para quem recebe R$ 3.000 líquidos, em 96 meses a 1,80% ao mês, a margem da MP sustentava R$ 54.641 de crédito e a de hoje sustenta R$ 47.811. Pela Constituição (art. 62, § 11), contratos firmados durante a vigência da MP continuam regidos por ela se o Congresso não editar decreto legislativo em até 60 dias após a perda de eficácia.
A parcela sai da tabela Price
Definida a margem, a parcela é calculada em Price, com prestações iguais do começo ao fim. Nas primeiras parcelas quase tudo é juros e quase nada amortiza. É por isso que, num consignado longo, o saldo devedor demora tanto a cair mesmo você pagando em dia todo mês.
A fórmula aberta
A margem é uma multiplicação simples:
margem = remuneração disponível × percentual da categoria
A parcela de um valor conhecido usa a Price, onde i é a taxa mensal em decimal e n é o prazo em meses:
parcela = valor × i × (1 + i)^n ÷ ((1 + i)^n − 1)
E o teto de crédito é a mesma fórmula ao contrário, com a parcela fixada no valor da margem:
valor máximo = margem × (1 − (1 + i)^−n) ÷ i
Exemplo com números reais
R$ 10.000 de empréstimo, a 1,80% ao mês, variando só o prazo. A parcela cai pela metade entre 12 e 48 meses, o que faz o crédito parecer mais acessível. A última coluna mostra o que essa aparência custa: quanto os juros representam sobre o valor que você pegou.
| Prazo | Parcela | Juros totais | Juros sobre o valor |
|---|---|---|---|
| 12 meses | R$ 934,02 | R$ 1.208 | 12% |
| 24 meses | R$ 516,81 | R$ 2.403 | 24% |
| 48 meses | R$ 312,89 | R$ 5.019 | 50% |
| 96 meses | R$ 219,62 | R$ 11.083 | 111% |
| 108 meses | R$ 210,68 | R$ 12.754 | 128% |
No prazo máximo do INSS, você devolve R$ 22.754 por R$ 10.000 recebidos. A taxa é a mesma nas cinco linhas: o que mudou foi só o tempo.
O preço do prazo: cada ano a mais compra menos e custa mais
Quando você estica o prazo, duas coisas acontecem ao mesmo tempo, e elas andam em velocidades muito diferentes. O crédito que a margem sustenta cresce cada vez menos, porque cada parcela nova está mais distante no tempo e vale menos hoje. Já os juros crescem cada vez mais, porque são mais meses correndo sobre um saldo que amortiza devagar.
A tabela abaixo é uma aposentadoria de um salário mínimo, com margem de 35% e taxa de 1,80% ao mês. A última coluna é a conta que interessa: quantos reais de juros custa cada real de crédito a mais que o tramo de 12 meses libera.
| Prazo | Crédito que a margem sustenta | Juros totais | Juros por R$ 1 de crédito a mais |
|---|---|---|---|
| 12 meses | R$ 6.074 | R$ 734 | ponto de partida |
| 24 meses | R$ 10.978 | R$ 2.638 | R$ 0,39 |
| 36 meses | R$ 14.937 | R$ 5.488 | R$ 0,72 |
| 48 meses | R$ 18.132 | R$ 9.100 | R$ 1,13 |
| 60 meses | R$ 20.712 | R$ 13.329 | R$ 1,64 |
| 72 meses | R$ 22.795 | R$ 18.054 | R$ 2,27 |
| 84 meses | R$ 24.476 | R$ 23.181 | R$ 3,05 |
| 96 meses | R$ 25.834 | R$ 28.632 | R$ 4,02 |
| 108 meses | R$ 26.929 | R$ 34.344 | R$ 5,21 |
Passar de 12 para 24 meses custa R$ 0,39 de juros por real de crédito a mais, e é o tramo mais eficiente da tabela. O último, de 96 para 108 meses, custa R$ 5,21 de juros por real, treze vezes mais caro. Em números fechados: os 12 meses finais de prazo liberam R$ 1.096 a mais de crédito e cobram R$ 5.712 a mais de juros por isso.
Ou seja: o prazo máximo entrega a menor parcela e, ao mesmo tempo, o maior total de juros. Para um mesmo valor, a calculadora mostra o total pago em cada prazo, e o menor prazo em que a parcela cabe na margem é o que soma menos juros.
Como funciona o desconto em folha
Na contratação, a pessoa assina, além do contrato de crédito, uma autorização de desconto. Ela é registrada no convênio entre a instituição e quem paga a remuneração: o INSS, o órgão público ou o empregador. A partir daí, a parcela sai da folha ou do benefício todo mês, antes de o dinheiro chegar à conta, até o fim do contrato.
Como o pagamento não depende de saldo na conta nem de lembrar do boleto, o risco de quem empresta cai, e é isso que deixa a taxa do consignado entre as menores do crédito pessoal. A contrapartida é que a parcela não pode ser adiada num mês apertado.
Quem pode contratar
- Aposentados e pensionistas do INSS, nas instituições habilitadas, com a margem e o prazo da tabela acima.
- Trabalhadores com carteira assinada, quando há convênio entre o empregador e a instituição.
- Servidores públicos e militares, nas instituições conveniadas com o órgão, com margem e prazo definidos por cada ente.
Quem não recebe por folha, como autônomos e MEIs, fica fora do consignado. Para esses perfis, as modalidades com garantia, como a antecipação do saque-aniversário ou o crédito com garantia de veículo ou imóvel, são as que também reduzem o risco de quem empresta.
Como comparar propostas
- CET, não só a taxa. O Custo Efetivo Total inclui IOF, tarifas e seguros. O comparador de empréstimos extrai a taxa real de duas propostas pelo que cai na conta.
- Teto do INSS. Para aposentados e pensionistas, a taxa do consignado tem limite máximo, revisado periodicamente pelo Conselho Nacional de Previdência Social.
- Média de mercado. O Banco Central publica todo mês a taxa média do consignado, e a calculadora de juros abusivos coloca a taxa de um contrato ao lado dela.
- Autorização no Banco Central. A instituição, e o correspondente que fala em nome dela, aparecem no buscador de instituições autorizadas do site do BC.
- Portabilidade. Quem já tem consignado pode levar o saldo para outra instituição com taxa menor.
Pontos de atenção no contrato
- Cartão consignado não é empréstimo consignado. O saque no cartão consignado é outra modalidade, com taxa e regras próprias. O contrato diz qual das duas está sendo contratada.
- Refinanciamento sucessivo. Cada refinanciamento que libera troco renova o prazo e paga IOF de novo, e o custo total cresce mesmo com parcela parecida.
- Renda futura. Num contrato de oito ou nove anos, a parcela continua igual mesmo que a renda mude.
- Ofertas por telefone. Ligações e mensagens oferecendo consignado são frequentes, principalmente para aposentados. A proposta pode ser conferida pelo CET antes de qualquer confirmação.
O que esta calculadora não cobre
- Margem já usada. Se você tem consignado ativo, cartão consignado ou cartão benefício, o que sobra de margem é bem menor que o teto mostrado aqui.
- Seguro prestamista e tarifas. Muitos contratos embutem seguro no valor financiado. Ele aumenta a dívida sem aumentar o dinheiro que cai na sua conta.
- CET. A conta usa a taxa de juros do contrato. O Custo Efetivo Total inclui tarifas, IOF e seguro, e costuma ser maior que a taxa.
- Idade e prazo. Bancos costumam limitar o prazo pela idade do tomador, então nem todo aposentado consegue os 108 meses.
- Servidores e militares. Cada ente define a própria margem e o próprio prazo, que podem diferir dos percentuais usados aqui.
- Portabilidade e refin. Trocar de banco ou refinanciar muda o saldo devedor de um jeito que esta simulação não representa.